4 de agosto de 2010

i miss you ...


Ouvindo: Your Guardian Angel - The Red Jumpsuit Apparatus

23 de julho de 2010

Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars I could really use a wish right now [...]

[...]

" Podemos fingir que os aviões na escuridão da noite seriam como estrelas cadentes ; seria muito bom um pedido agora "

Eu reconheço que nem todo dia será ensolarado, mas quando você se encontrar perdido na escuridão e no desespero lembre-se: é somente na escuridao da noite que podemos ver as estrelas. E nenhuma estrela o guiará de volta para casa. E não tenha medo de cometer erros ou de tropeçar e cair, pois na maioria das vezes os melhores prêmios vem quando se faz aquilo que você mais teme. Talvez você consiga tudo que deseja, talvez você consiga mais do que jamais tenha imaginado. Quem sabe ate a onde a vida te levará? A estrada é longa e no fim ... a jornada é o destino.
Você já olhou para uma foto sua e viu um estranho no fundo? Te faz perguntar, quantos estranhos tem uma foto sua? Quantos momentos da vida dos outros nós fizemos parte? Ou se fomos parte da vida de alguém quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade? Ou se estivemos lá, quando os sonhos delas morreram. Nós continuamos a tentar nos aproximar? Como se fossemos destinados a estar lá ou o tiro nos pegou de surpresa. Pense… podemos ser uma grande parte da vida de alguém… e nem saber.
Nathanial Hawthorne escreveu:
"Nenhum homem, por nenhum período considerável, pode vestir uma cara para si mesmo e outra para a multidão, sem que, finalmente, venha a se confundir completamente sobre qual delas talvez seja a verdadeira."
Já acordou de um sonho bom e durmiu denovo para tentar voltar nele? ou pegou um resfriado e jurou pra você mesmo que cuidaria melhor da sua saúde? É exatamente como me sinto.


Ao som de: Airplanes - B.o.B feat. Haley William

20 de julho de 2010

"Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro".

"O Dia Internacional do Amigo, celebrado a 20 de julho, foi primeiramente adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo. A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro". Aos poucos a data foi sendo adotada em outros países e hoje, em quase todo o mundo, o dia 20 de julho é o Dia do Amigo, é quando as pessoas trocam presentes, se abraçam e declaram sua amizade umas as outras, na teoria." - Fonte: Wikipédia.

Não sei se muitos sabiam dessa história mas eu não. Fico pensando se foi mesmo preciso que o homem chegasse a Lua para que alguém lembrasse disso para celebrar o que deveria ser lembrado e feito todos o dias.
Enfim, obrigado a todos os meus amigos que estão comigo em todas as horas.
Um beijo especial pra Lívia! Obrigada por tudo melhor amiga :*

"Eu poderia abraçar alguém a minha vida toda e mesmo assim não seria tempo suficiente". OTH - 2x22-23

13 de julho de 2010

Acaso


Tomara que a neblina das circunstancias mais doídas não sejam capazes de encobrir por muito tempo o nosso sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar e a respiração ficar áspera demais a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brechinha qualquer para ver também um bocadinho de céu. Chega um momento em que a gente se dá conta de que ás vezes para sermos verdadeiros com nós mesmos precisamos ter o desprendimento para abençoar as tentativas com êxito, agradecer pelo o que cada uma nos ensinou, e seguir. De que, as vezes, para reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a idéia de nossa vida.
Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. Uma fé genuína na preciosidade da vida. Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber. Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranquila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar. Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei. E relaxo.
Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.
Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar, mas ainda não passei a acreditar em acaso. ^^
Ah, está chovendo ! *-*

15 de maio de 2010

Someday wi'll know


Alguém um dia disse que a morte não é a pior coisa da vida. A pior perda é o que morre dentro de nós enquanto ainda vivemos. Eu até poderia dizer quem me disse isso mas quem se importa?
Parece tão falsa essa idéia de que coisas boas acontecem para pessoas, e que há mágia no mundo, e que pessoas dóceis e corretas vão herdá-las. Muitas pessoas boas sofrem para que isso seja verdade. Muitas preces não são atendidas. Todos os dias ignoramos o quão destruído esse mundo está e dizemos pra nós mesmo que tudo vai ficar bem - "Você vai ficar bem!" - Mas não está tudo bem! E quando se percebe isso não há como voltar.
Não há mágica pra mim no mundo. Pelo menos não hoje.
Eu estava pensando sobre a finalidade de tudo. Como alguém pode deixar o seu mundo num piscar de olhos e sumir para sempre? Só sei que é muito enorme para se pensar; e muito díficil. Mas nós temos que seguir em frente não é?! Lidar com isso. Você so pode ficar triste enquanto as flores durarem e depois é hora de contar piadas e lembrar dos velhor tempos.
Legal; eu não tenho piadas pra contar. Na verdade, nesse momento, espero não ouvir nenhum piada pelo resto da minha vida.
São os velhos tempos que se foram enquanto ignoramos, mais uma vez, o quão destruído o mundo está...

31 de janeiro de 2009

Razão, estação ou vida inteira (?)

Pessoas entram na sua vida por uma razão, uma estação ou uma vida inteira.
Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por esta pessoa.
Quando alguém está em sua vida por uma razão é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auziliar numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudar fisica, emocional ou espiritualmente.
Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus... e são! Elas estão lá pela razão que voce precisa que elas estejam. Então, sem nenhuma atitude errada da sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim.
As vezes, essas pessoas morrem. As vezes, elas simplesmente se vão. As vezes, elas agem e te forçam a tomar um posição, seja ela qual for.
O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho deleas, feito. As suas orações foram atendidas e agora, é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma estação, é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender
Elas trazem para você a experiência da paz; fazem você rir. Elas poderão ensinar algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer.
Acredite.. é real! Mas somente por uma estação.
Relacionamentos de uma vida inteira te ensinam lições para uma vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida.
Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida.
É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente.



A tarde se afasta, e o céu está cinza e a noite aparece sem você. Quieta na praia te chamo em silêncio outra vez. Me afogo nessa pena, não posso viver... As onde me falam de você. Sentada na areia escrevo o seu nome outra vez porque é estranho desde aquele novembro quando sonhamos juntos. Me dói esse novembro frio quando as folhas caem a morer sempre. Novembro sem você é sentir que a chuva me disse chorando que tudu acabou. Novembro sem você é pedir a lua que brilhe na noite do meu coração outra vez.
Queria dizer que quero voltar teu nome escrito na minha pele... e já é madrugada. Porque é estranho aquele novembro quando sonhos juntos e queremos sempre. Me dói este novembro frio quando as folhas caem a morrer pra sempre. E hoje voltei a chorar porque sem você, não aprendo a viver.

11 de janeiro de 2009

Simples assim

Durante muito tempo acreditei que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Ficava enfeitiçada com citações e teses. Mas não era. De nada adianta um perito em física nuclear, se ele não rir das pequenas besteiras que faz, se não souber aproveitar um sábado quente simplesmente não fazendo nada (e curtindo o ócio), se virar um psicopata quando alguém o fecha no trânsito. Então saquei: bom humor era o que mais me atraía.
Sempre achei delicioso estar com alguém que não vê o mundo como uma grande e monstruosa boca cheia de dentes prestes a mastigá-lo, que vive sem arrastar correntes, faz de tudo uma possível piada. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, tudo o que quero é alguém que me escute e diga algo que me conforte a alma. E, nesses momentos, o pior que pode acontecer é ser levada na piada - existe uma grande diferença entre alegria de viver e recusa a sair da infância. Pois é, não era bom humor o que me fazia amar alguém: era, antes, sensibilidade.
Telefonemas de bom-dia, atenção a informações aparentemente banais mas que dizem muito a meu respeito, não ficar azedo por causa das minhas pequenas (ou grandes) oscilações de humor - tudo o que eu podia querer. Quase tudo. Tenho personalidade forte e só sobrevive ao meu lado um homem que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas tenho que sentir que quem está comigo é um homem de verdade e não um principezinho criado pela avó. Quero ser domada, tomada. Mais uma vez minha certeza caiu por terra: nem inteligência, bom humor ou sensibilidade eram o que me fazia amar alguém. Era - isso, sim - virilidade.
Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha, ser jogada na mesa de jantar sem tempo pra pensar no que está acontecendo, só sentir e saber o tesão incontido daquele homem por mim. Ser desejada com urgência e paixão é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta, pelo menos não depois da décima trepada monumental: quando acaba o suadouro, o que resta? Se pouco importa o saldo, o que interessa mesmo é a movimentação, então estamos feitos. Mas, se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhada de carinho. Taí: pensei, então, que carinho era a pedra fundamental pra despertar meu amor.
Mas logo descobri que não era. Carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora para alguém que pouco nos importa mas a quem também não queremos mal. Não bastava, era muito pouco. Daí constatei que o essencial para que eu amasse alguém era notar no outro a vontade de ficar, o desejo de estar comigo. Constatei coisas demais e fiquei paralisada diante do ideal que havia criado: absurdo e fictício.
Hoje sei que toda enumeração é uma estupidez e qualquer tipo de formulário emocional, uma passagem sem escalas pra frustração. Claro que gosto de homens cultos, atenciosos, interessantes, divertidos e viris - seria mentira negar. Mas a verdade é que, para que eu ame alguém, basta que eu ame alguém. Porque, quando se precisa justificar o amor, é porque ele não existe. Simples assim né? :)


9 de dezembro de 2008

Felicidade Instantânea

" Nadezhda Medvdeva, conhecida como Nádia, é uma mulher perigosa. Morena e cheia de curvas, ela coleciona namorados pela rede. Seu alvo são homens do Canadá, Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia e EUA que colocaram anúncios on-line à procura de namorada.
A relação virtual vai bem até que o casal decide encontrar-se. Ele envia o dinheiro para a passagem. Ela recebe e desaparece.
Nádia é uma das personagens criadas por um grupo criminoso russo especializado em golpes virtuais."
(Folha de S.Paulo, 10/11/2004)




Com o advento da Internet, um fenômeno novo vem ocorrendo. Muitos sociólogos e psicólogos têm estudado este comportamento que encontra na rede mundial o seu meio de propagação, mas que é reflexo da cultura e não fato isolado.
A cada dia, mais e mais pessoas relacionam-se pelo computador, contudo, relacionamentos impessoais não são exclusividades dos teclados. A juventude tenta, com relacionamentos instantâneos, enxertar o espaço gerado por sua carência afetiva, uma ilusão de preenchimento sentimental, expondo-se muitas vezes a situações desapontadoras até constrangedoras.
No contexto das grandes cidades é que mais existe inclinação para esse comportamento individualista, e explicações para isso estão sendo tiradas de uma sociedade que a cada dia mais é competitiva, em que a cultura de fraternidade, muito comum nas cidades pequenas, onde a vizinhança se conhece e onde vínculos afetivos se formam, foi substituída pela cultura do interesse e da hipocrisia daqueles que se confrontam por um posto melhor no emprego, por um salário maior, fazendo imperar a ostentação e muitas vezes esquecendo os valores humanos.
Nesse cenário em que as pessoas estão cada vez menos dispostas a relacionamentos estáveis, é que os "namoros virtuais" surgem como grande solução para muitos que renunciam sua vida pessoal e se dedicam exclusivamente para o trabalho.
Entretanto, não é em relacionamentos momentâneos que reside a solução para uma vida vazia de significados, pois estar solitário não significa estar desacompanhado. Na realidade, o que hoje impera é o super-refugio em um relação desimpedida e livre, que mascara a dificuldade de se abrir, quebrando a barreira da impessoalidade para se aprofundar em um relacionamento que pode ser mais complicado, trabalhoso e amedrontador, mas que sem dúvida é mais recompensador e real.

8 de setembro de 2008

Brincando de realidade

Da mesma maneira que máquinas são construídas, a princípio, para facilitar a mão-de-obra e aumentar a demanda de produção em qualquer setor, ou até mesmo, substituir o trabalho humano, marionetes estarão imitando a realidade nua e crua? Seriamos nós seres humanos meras marionetes?
Independente de características físicas, psicológicas, tendo movimentos diferentes, fazendo coisas diferentes, marionetes têm apenas uma coisa em comum: são controladas por cordas. Pessoas que trabalham em um mesmo setor de determinada área produtiva, comercial, educativa, ou tantas outras, seriam também marionetes que, comandadas por um superior, fazem o que tem de ser feito, se privam de fazer certas coisas porque não são comandadas a fazer isto ou aquilo e, consequentemente, perdem aos poucos sua liberdade, seja ela ao que estiver relacionada ou seu ponto de vista. Ao invés de apresentações com o seu artista favorito por que não contratar uma apresentação do seu artista favorito em marionete? Afinal de contas, eles dançam, dublam, são iguais aos originais e talvez até mais engraçados que eles. E talvez, o melhor seja que são mais baratas do que um 'showzinho' real de um de seus ídolos, não?!
Chega-se a ponto de que além de substituição parcial da realidade, possibilidades e perspectivas do homem ser comparado com tal e perder até certa parte de sua liberdade, há a acomodação. Impulsos, vontades, ou até mesmo sonhos, de caminhar com suas próprias pernas, fazer suas próprias ações e se diferenciar ainda mais dos mesmos é um trabalho árduo. Quem gostaria de arriscar algo, andar sozinho, cortas as cordas? Você, eu, ele, elas... nós. Por que não fazemos? Porque ser comandado é mais fácil. Então, sejamos meras marionetes ou acabemos com tudo. Escolha a segunda opção.

21 de agosto de 2008

Vestibular

Um mês e cinco dias depois, cá estou eu novamente. Com ou sem criatividade, com ou sem vontade, o negócio é escrever. E já irei avisando, a princípio, que não escreverei sobre a minha viagem rsrs.
Leitor indignado diz: “- Pô, você fica sem postar, enrola pra contar sobre a viagem e agora nem vai falar!? Vai tnc!”.
Calma caro leitor! Circunstâncias ou fatos ou derivados fizeram com que a viagem não seje citada, mas para sua curiosidade: a viagem foi boa, obrigada!
***


Observe a imagem acima. Estimulante ela, não? Normal? Nada demais? Não! Ela é preocupante, paranóica, assustadora. A maior preocupação, muitas vezes única, que vejo nos jovens, incluindo a mim mesmo, atualmente, pode ser resumida em uma só palavra: VESTIBULAR.
E não faltam razões para isso, afinal, não é qualquer um que pode pagar uma universidade particular de qualidade, e sem Ensino Superior seu currículo não é praticamente nada. Mas a que preço esquecemos dos problemas do país por causa de uma prova? Bom, na verdade é bem simples calcular o valor, vá até o site de uma universidade particular e confira o preço de uma mensalidade. Acabou-se com a educação social. Ao priorizar o mercado de trabalho, e não a vida nem a sociedade como um todo, já não importa mais desenvolver o espírito crítico, favorecer a criatividade ou abrir os horizontes do estudante. Para que isso importa?
Não se lêem mais as grandes obras da Literatura Brasileira e Internacional, mas apenas resumos destas obras. Afinal de contas, em exames vestibulares o que conta é saber marcar “x” na opção apontada como correta, se você leu ou não a obra ou conhece mais a fundo o pensamento do autor isso não importa. Os resumos dão conta do recado. E se você for ‘cú largo’, ajuda mais ainda.
Já conheci pessoalmente vários estudantes que alcançaram nota máxima numa prova de Literatura, ou chegaram perto disso, sem jamais ter lido uma obra literária. E ainda se gabam desse feito. É esse tipo de cidadão que queremos formar?
No começo aprendemos a ler, escrever e desenhar. Temos como tarefa de casa pintar desenhos, recortar figuras, ver desenhos animados na TV e esperar que quando a professora (ou tia) reviste nosso caderno, se surpreenda e coloque logo um “Maravilhoso! Parabéns! Você é dez!” e ponto. Mas, como tudo que é bom dura pouco, essa fase acaba, começamos a escrever mais, calcular mais, pesquisar mais e, conseqüentemente, pintar menos, desenhar menos, ver menos desenhos.
Como o ditado diz, “já que não pode com eles, junte-se a eles”. Adaptamos-nos a essa nova rotina e vamos que vemos, lutando para o famoso 10 ou 7 pra passar de ano. E sabe o que é pior? Não para por aí. A tendência é piorar.
Chegamos enfim no bendito Ensino Médio, Colegial ou o termo que for. Para uns, isso significa amadurecimento, aumento de auto-estima – “É, to ficando fodão! Sou mais velho, me respeite!” (claro, não podemos desconsiderar a precocidade) –, fim das aulas. Para outros significa pressão, medo, insegurança e derivados. Chega o momento do tão falado Vestibular! Altas faculdades, altos cursos, sonhos e mais sonhos. Pena que não nos avisaram que pra alcançar isso, dá trabalho.
Mesmo com todas as aulas, todos os livros de auto-ajuda, todas as revistas de vestibulares, todos os teste vocacionais, feiras de profissões, cursinhos pré-vestibulares e chocolate, você começa a cair na realidade; uma dúvida cruel começa a crescer dentro de você e ela só passa depois do Vestibular (ou pior, depois do início das aulas – ponto crucial para você perceber que era ou não aquilo que você queria). Você começa levar em conta que para a escolha certa, não bastam só os seus sonhos de criança e desejos. Entram fatores como faculdade, cidades, dinheiro, CURSOS! Sabe o quão difícil é você escolher uma coisa na qual vai se especializar por no mínimo 4 anos, e viver disso (ou não)?
Olhamos a nossa volta e vemos na televisão pessoas bem sucedidas, mestres, doutores, graduados, especialistas, que ganham milhões e são felizes da vida. Propagandas da faculdade dos sonhos: USP, Unicamp, UNESP, UFSCar, Mackenzie, UEL, PUC, UFGV, e sei lá mais quantas existem por aí, estimulando a você a almejar estudar em uma delas, colocam na sua mente que elas te levarão a um futuro promissor e brilhante.
Isso causa efeitos colaterais em certas pessoas como dependência intelectual, dores de cabeça, insônia, entre outros. Jovens que passam 12 horas do seu dia estudando para passar em medicina ou qualquer outro curso. E o que as pessoas pensam disso? “Que menino esforçado!”. E o que nós pensamos “Maluco!” ou “Deveria estudar mais...”. Começamos a pesquisar, pegar provas passadas para ver o quanto estamos indo bem ou não, e, na maioria das vezes, estamos indo não tão bem como deveríamos. Nessa hora, algumas pessoas desistem e se conformam a arrumar um bom emprego, comum salário que dê para sustentar-se e viver sem dificuldade, até sua aposentadoria, outras arrumam um trabalho que concilie com os estudos noturnos e se contentam com uma faculdade particular e outras colocam a cara a tapa e continuam estudando até passar na bendita faculdade dos “sonhos”.
Enfim, quando isso vai parar? Como você vai ter certeza que é isso que você quer? Isso tudo é certo? Jovens aprovados em primeiro lugar nas provas serão, necessariamente, os melhores profissionais no futuro? Ou ampliando mais ainda a indagação: jovens campeões serão os mais felizes, os mais integrados, ou se despedaçarão em conflitos e frustrações porque aprenderam a pensar que nossa existência é uma corrida de Fórmula Um?
Bom, você é a única pessoa que vai poder fazer essas escolhas e esperar o seu futuro incerto. Enquanto isso, Feliz Dia Nacional do Estudante.
Mas cá uma dica, se você leitor que pretende prestar Engenharia Física ou Física estiver desanimando, desanime de vez! Um candidato a menos pra mim rsrs

O grito, Edvard Munch